sábado, 7 de março de 2020

Mulheres integram os quadros da Polícia Civil desde a década de 50

Redação Ednilson DRT-BA : 6200, sábado, março 07, 2020 por Ricardo de Souza

Elas estão presentes e de forma atuante, não só nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam), mas em toda a Polícia Civil da Bahia. As mulheres fazem parte da história da Polícia Judiciária baiana e estão presentes desde a década de 50.
Foi com o decreto nº 16.639, de 7 de novembro de 1956, que alterou o regulamento da Guarda Civil (antiga Polícia Civil) permitindo o ingresso de mulheres, destinadas à constituição e organização da Divisão de Policiamento Especial Feminino, que foram iniciadas as atividades das assistentes policiais femininas.
Entre as remanescentes da Divisão de Policiamento Especial Feminino a atual delegada plantonista da Delegacia Territorial (DT), de Santo Amaro, Maristela da Silva Martins integrou a última turma da divisão, sendo nomeada em 1974. Em 2010, a servidora foi aprovada no concurso para a carreira de delegada e já atuou como titular das delegacias das cidades de Barrocas e Água Fria, no interior da Bahia.
As atividades das assistentes policiais femininas eram semelhantes às desenvolvidas por homens policiais, contudo, o atendimento às ocorrências envolvendo mulheres, crianças e adolescentes eram mais direcionadas as policiais femininas. “Trabalhávamos em parceria com o Juizado de Menores e até com irmã Dulce, quando nós fazíamos encaminhamentos das crianças que ela atendia”, recordou.
Segundo a servidora, a proteção às mulheres já vinha sendo reforçada desde a implantação da divisão feminina. “Nós fiscalizávamos os casos em que mulheres eram agredidas e ameaçadas pelos maridos. Esses casos eram direcionados para a nossa divisão. Nos carnavais, nós íamos para os bailes realizados nos clubes e atendíamos os casos envolvendo mulheres”, informou.
Mais tarde, em 1986, 46 mulheres passaram a ocupar os cargos de delegados. Neste mesmo ano, foi regulamentada pelo decreto de nº 33.746 de 28 de abril de 1986, a Delegacia de Defesa da Mulher (DPM), com sede no Jardim Baiano. A unidade já contava com mulheres na sua equipe e a frente da unidade, tendo como delegada titular Márcia Telma Bitencourt Chaves. 
Atualmente 1.339 mulheres integram os quadros da Polícia Civil da Bahia, dentre estas, 353 são delegadas. O segundo maior cargo de gestão da Polícia Civil da Bahia pertence a uma mulher. Atualmente a delegada Ana Carolina Rezende Midlej Oliveira é a delegada-geral adjunta, posição institucional que também já foi ocupada pelas delegadas Heloísa Campos Brito e Emília Blanco. 
Alguns departamentos da Polícia Civil também são geridos por mulheres. Além da Academia da Polícia Civil (Acadepol), com a delegada Heloísa Campos Brito, o Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), com a delegada Maria Selma Lima, o Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) é gerido pela delegada Fernanda Porfírio, cuja gestão abrange mais de 40 delegacias territoriais e unidades especializadas, entre elas, as Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deams).
O delegado-geral Bernardino Brito Filho comemora a força feminina dentro da Polícia Civil e convida às mulheres para integrarem e Polícia Judiciária da Bahia. “Nós temos uma tradição no que diz respeito à atuação feminina na nossa polícia. Temos a honra de contar essa história, a qual revela muitas mulheres de destaque no serviço de defesa da sociedade. A cada concurso esperamos o aporte da força feminina com suas virtudes singulares”, comentou.

 Ascom-PC / Tony Silva

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