sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Irmãs completam 7 meses desaparecidas após assassinato dos pais em Pedrão

Redação Ednilson DRT-BA : 6200, sexta-feira, dezembro 01, 2017 por Ricardo de Souza


Crianças estão desaparecidas há sete meses
Há exatos sete meses, familiares de duas crianças convivem com a angústia do desaparecimento das jovens. Sofia e Luna Lorena não retornaram para casa após uma viagem com seus pais, Robson Luís Gomes e Juliana Conceição do Nascimento. O casal foi encontrado morto próximo ao município de Pedrão, a 104 km de Serrinha, dentro do carro em que viajavam junto com o motorista, Danilo Luiz Araújo Souza, também assassinado na oportunidade.

A mãe de Robson, avó de Sofia e Luna, contou a aflição que tem passado neste período. Para Maria Lúcia Gomes Lima, a esperança de encontrar as meninas com vida já não existe mais. “Eu acho impossível um ser humano ser tão cruel a ponto de pegar as crianças vivas e não devolver. É uma crueldade muito grande pois sabem que a gente está sofrendo muito. Ninguém tem capacidade de ligar para dizer ‘vá em tal lugar que você acha a ossada’. Eu, como vó, se alguém disser que estão vivas, vou achar um milagre muito grande”, disse.

Na época do desaparecimento, Sofia tinha apenas 1 ano e 4 meses, enquanto sua irmã estava com cinco. O pai delas é apontado pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP) como integrante de uma facção que atua em Salvador e algumas cidades do interior. As investigações apontam que “Robin”, como era conhecido, tinha a função de distribuir os entorpecentes que chegavam na capital para os grupos criminosos sediados nos outros municípios.

Pai das crianças era integrante de facção criminosa
Maria Lúcia reconhece essa informação, mas não entende a relação com o desaparecimento das suas netas. “A gente sabe que o pai das meninas era envolvido [com o tráfico]. Sabemos também que a mãe era uma pessoa que foi junto com ele, não sabemos por qual motivo, mas elas duas [Sofia e Luna] eram bebês. Duas inocentes não podem pagar nem pelo pai, nem por ninguém”, lamentou.

O delegado responsável pelo caso, Henrique Moraes, não trabalha mais em Pedrão. Hoje, ele é lotado na Delegacia Territorial de Catu, na Região Metropolitana de Salvador, e assumiu interinamente e 2ª Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Coorpin/Alagoinhas) durante as férias da delegada Lélia Raimundi.

Quem está à frente da Polícia Civil em Pedrão é Ricardo Brito Esteves Brito Costa, ex-diretor do Departamento de Polícia do Interior (Depin). A sua nomeação foi publicada no Diário Oficial da Bahia no último dia 15 de novembro.

Carro da família foi encontrado crivado de balas na zona rural de Pedrão

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